Preços do petróleo rondam máxima de 2014 com tensão no Oriente Médio, apesar de oferta dos EUA

Abr 11

EUA e seus aliados consideram ataques aéreos contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, após ataque com gás venenoso na Síria.

Os preços do petróleo avançavam nesta quarta-feira (11), mantendo-se próximo de máximas em quase três anos, sustentados pela tensão política no Oriente Médio, embora o aumento da oferta nos Estados Unidos tenha atenuado os ganhos.

O petróleo Brent subia US$ 0,79 dólar, ou 1,11%, a US$ 71,83 por barril, às 9h02 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,75, ou 1,14%, a US$ 66,26 por barril.

Os Estados Unidos e seus aliados estão considerando ataques aéreos contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, após um suspeito ataque com gás venenoso no último final de semana.

A Síria não é um produtor de petróleo significativo, mas qualquer sinal de conflito na região tende a desencadear preocupações sobre uma possível ruptura nos fluxos de petróleo em todo o Oriente Médio, onde estão alguns dos maiores produtores do mundo.

Há também preocupações de que os Estados Unidos possam renovar as sanções contra o Irã.

"O foco agora é definitivamente um possível ataque militar contra a Síria", disse o chefe de pesquisa de commodities do Commerzbank, Eugen Weinberg.

"Achamos que os fundamentos não justificam o preço atual, mas, infelizmente, o mercado está se concentrando mais na política e ignorando alguns dos sinais de alerta, especialmente a alta na produção de petróleo dos EUA."

Os estoques de petróleo nos EUA subiram 1,8 milhão de barris na semana até 6 de abril, para 429,1 milhões, de acordo com um relatório do Instituto Americano de Petróleo na terça-feira, comparado com expectativas dos analistas de uma queda de 189 mil barris.

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