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    Defesa de Lula tenta se aproximar de peritos da PF e recebe resposta de Moro

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    O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, tomou uma decisão nesta última segunda-feira, 6 de novembro, sobre um pedido feito pela defesa do ex-presidente e réu, Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados de Lula estavam questionando o fato da Justiça disponibilizar os sistemas da empreiteira Odebrecht, chamados de "Drousys" e "MyWebDay", apenas após ocorrer uma perícia e elaboração de laudo técnico.

    Os sistemas da Odebrecht funcionavam para gerenciar os pagamentos de propina feitos a políticos e empresários. O objetivo da defesa de Lula era que Sérgio Moro deixasse que assistentes técnicos indicados pela defesa acompanhassem toda a etapa da Polícia Federal durante perícias.

    No entanto, o juiz federal respondeu, deixando claro que a defesa de Lula não poderá acompanhar a perícia feita pela Polícia Federal, mas terá acesso a todos os documentos após laudos serem realizados.

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    Moro também apontou que não vê nenhum tipo de problema com perícias feitas pela PF, e não caberia colocar assistentes técnicos indicados pela defesa neste procedimento. Para ajudar a Polícia Federal, Sérgio Moro citou que técnicos da empreiteira Odebrecht poderão participar do caso, pois a ajuda deles seria fundamental para desvendar pontos do sistema.

    A Polícia Federal se pronunciou sobre o caso e citou que não iria se opor da presença de técnicos indicados pela Odebrecht, pois eles teriam familiaridade com as planilhas. A respeito da defesa de Lula, a PF nada informou.


    Vestígios de Lula


    No dia 13 de setembro, Sérgio Moro determinou que fossem analisadas as famosas planilhas de propina.

    A defesa de Lula fez o pedido para que os dados fossem analisados durante processo em que o ex-presidente é acusado de receber propina através de um apartamento em São Bernardo do Campo, São Paulo, e de um terreno que serviu como sede para o Instituo Lula.

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    No próximo dia 10 de novembro, a perícia da PF será iniciada. O objetivo é encontrar vestígios que comprovem que Lula recebeu vantagens indevidas da Odebrecht. Sérgio Moro quer saber se há dados no software da empreiteira que indiquem propina ou algo relacionado ao ex-presidente.

    A Odebrecht continha um setor de propinas estruturadas, lugar criado justamente para tratar de repasses indevidos a empresários e poderosos políticos. Lula é investigado em ações penais referentes a crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.