A Polícia Federal (PF) montou a grande 'Operação Carne Fraca'. Onde descobriram que estava sendo comercializadas carnes estragadas, com utilização de produtos cancerígenos e contaminadas com bactérias em centenas de frigoríficos no Brasil.

A Polícia Federal informou em nota, que amais de 1.000 policiais federais estão trabalhando nesse exato momento para cumprir 309 mandatos de prisão preventiva, 194 de busca e apreensão em residências ligadas ao esquema, 77 de condução coercitiva e 11 de prisão temporária.

A informação é que essa seja a maior operação da Polícia Federal em toda a história.


A Peccin Industrial Ltda é a empresa envolvida na investigação. A informação do esquema veio da própria veterinária da empresa, onde relatou “a aplicação de carnes estragadas na composição de linguiças e salsichas, a veterinária ainda afirma que era feita uma ‘maquiagem’ adicionando substâncias cancerígenas às carnes, que não eram rotuladas e também não iam para refrigeração”.

A Polícia Federal também teve acesso a uma conversa entre dois integrantes do Ministério da Agricultura, na conversa os dois falavam sobre a transferência de uma fiscal que teria encontrado problemas em um lote da empresa Rio Verdes, a qual apresentava infecção com a bactéria chamada Salmonella (Os sintomas da infecção por Salmonella, também conhecida como salmonelose, normalmente são vômitos e diarreia fortes, e são causados pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de animais)

A veterinária disse que estava tomando medidas para fechar essa unidade de produção e por isso estava sendo ameaçada de ser demitida da empresa.

Os integrantes do Ministério da Agricultura ainda não se manifestaram publicamente sobre o caso, nem muito menos representantes da empresa envolvida. Ainda nas gravações obtidas pela Polícia Federal é possível identificar o envolvimento de várias empresas, como a BRF e a JBS. Na lista também aparece frigoríficos de menor porte, como o Peccin do Paraná.

Vários servidores público atuavam no esquema, para facilitar a atuação de produção dos alimentos adulterados. Eles ficavam responsáveis por emitir certificados sanitários sem nenhuma fiscalização.

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