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    Condenada a 20 anos: Viúva da Mega-Sena tem a prisão revogada



    Condenada a 20 anos de prisão pelo júri de Rio Bonito, acusada da morte de Renné Senna, Adriana Ferreira Almeida, a ‘Viúva da Mega-Sena’, vai sair hoje pela porta da frente da cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. O pedido de revogação da prisão foi feito pelo advogado dela, Jackson Rodrigues, ao juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser.

    O magistrado impôs que ela terá que comparecer mensalmente ao juízo e está proibida de ter contato com a família da vítima e com testemunhas de acusação. Não pode ainda deixar a comarca de Cachoeira de Macacu, onde mora, e tem que usar tornozeleira eletrônica.

    “Ela sempre se manteve fiel ao atender todos os chamados da Justiça. A decisão de condenação não é definitiva, entramos com recurso. Então, o juiz, com base nesses argumentos, revogou a prisão”, explicou o advogado.


    A sentença do Tribunal do Júri que condenou Adriana saiu semana passada. Para responsabilizá-la como mandante, a acusação se baseou em conversas telefônicas mantidas com Anderson Souza, condenado a 18 anos de prisão por executar o crime. No dia da morte, Adriana recebeu oito ligações do ex-segurança do marido.

    Além da liberdade dela, estão em jogo R$ 120 milhões, retidos em uma conta da Caixa, e reivindicados pela filha de Renné, Renata Senna. Amputado das duas pernas por sequelas do diabetes mal cuidado, Renné Senna deixou de ser lavrador e passou a vender doces à beira da estrada, em Rio Bonito. Em 2005, ganhou o prêmio milionário ao fazer uma aposta de R$ 1.