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    UPE Petrolina decreta greve por tempo indeterminado contra PEC 241



    Os estudantes da Universidade de Pernambuco, Campus Petrolina, decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, após uma assembleia realizada nesta terça-feira (11).

    A medida foi tomada como forma de protesto contra a aprovação da PEC 241, que limita os gastos públicos no período de 20 anos. Os estudantes reclamam também da falta de estrutura da universidade.

    De acordo com membros do Diretório de Assuntos Acadêmicos, 600 estudantes participaram da assembleia. Os alunos são contra a PEC 241, aprovada na segunda-feira (10). A Proposta de Emenda à Constituição estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas.

    Na terça-feira (11), as aulas foram suspensas na UPE e na Escola de Aplicação em Petrolina. Os portões ficaram fechados e cartazes e faixas anunciavam a paralisação. Durante o dia os manifestantes permaneceram reunidos no estacionamento da universidade.


    “Isso vai interferir diretamente no nosso dia a dia, inclusive com gastos direcionados a universidade estadual, que é a única que nós temos e que está em situação precária. Nós já temos algumas disciplinas que não serão ministradas por que não está sendo pago o aluguel do espaço. Nós temos disciplinas que os alunos não tem aulas práticas. Nós temos algumas disciplinas que os alunos não tem aulas práticas em alguns hospitais porque foram desvinculados”, argumenta a presidente do Centro Acadêmico de Fisioterapia, Camila Almeida.

    O movimento ganhou apoio de professores. “Eu acho louvável dos nossos alunos mostrar que tem força para lutar por aquilo que eles merecem. O governo tem que escutar a população”, disse o professor Mário Rosas.

    Estudantes da UPE decidiram entrar em greve por tempo indeterminado (Foto: Amanda Franco / TV Grande Rio)A estudante e membro do Diretório Acadêmico, Joana D'Arc Lopes destaca que problemas estruturais na universidade também motivaram a paralisação. “Decidimo parar porque somos contra a PEC, não aceitamos e temos outras questões que são relacionadas ao governo de Pernambuco”, explicou.

    *G1-Petrolina