Header Ads

  • Concurso e Empregos

    Promotor acredita que morte de Beatriz pode ter motivação religiosa: 'Tem elementos de seita'




    A morte da menina Beatriz Angélica Mota, 7 anos, em uma escola de Petrolina (PE), pode ter sido motivada por religião, segundo o promotor Carlan Carlo da Silva, que acompanha o caso. Ele afirma também que o início da investigação sobre o crime pode ter tido falhas da parte da Polícia Civil. 


    Em entrevista ao G1 PE, o promotor afirma que o crime pode ter acontecido para atingir a escola católica onde acontecia uma festa, o colégio Nossa Senhora Auxiliadora. "O fato do crime ter sido durante uma festa que havia a participação de 2 a 3 mil pessoas, numa festa gigantesca, dentro de uma instituição escolar com fundo mais religioso, aponta para essa possibilidade, de um crime que vem atingir uma instituição religiosa. Não significa que vai ser confirmado. Só podemos ter a confirmação chegando na autoria e ai poderíamos chegar numa motivação efetiva", afirma Carlan.



    Ele continua: "A forma de execução da criança, a idade, as lesões, tem alguns elementos de seita, de magia negra. Por isso que a investigação aponta que foi para atingir a religião. Mas, isso pode ter sido feito para despistar ou não o trabalho da polícia". 


    Para ele, o crime também tem sinais de premeditação. "É uma crença pessoal minha, que esse crime foi planejado e isso dificulta realmente a investigação. Fora as falhas que podem ter havido, ainda teve esse planejamento bastante prévio e frio do ou dos criminosos. Eu acho que hoje é um dos casos de maior repercussão, o crime foi de uma ousadia muito grande".


    "O autor ou os autores quiseram atingir a sociedade de uma forma muito forte. Foi de uma frieza muito grande", diz. Apesar do planejamento, o promotor acredita que Beatriz foi uma vítima de momento e que qualquer outra criança poderia ter sido morta. "Eu acho que não foi direcionado a uma pessoa especificamente. Mas a uma criança naquela mesma idade, que estivesse presente ali, fácil de ser atingida".



    Em abril, a Polícia Civil informou em coletiva que pelo menos cinco pessoas, funcionários da escola, poderiam ter participado do crime. Segundo o delegado Marceone Ferreira, estes suspeitos mentiram durante os depoimentos. Até o momento ninguém foi preso.


    A polícia disse também que dez dias antes do crime três chaves do colégio sumiram, fato registrado em livro de ocorrências do local. Estas chaves podem ter ajudado no acesso dos suspeitos.