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    Indonésia: gêmeas siamesas compartilham crânio, mas cada uma tem seu próprio cérebro


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    Nadira e Nadiba, gêmeas siamesas que nasceram há quatro meses em Tanjungpinang, na Indonésia, em breve passarão por uma cirurgia de separação que mudará para sempre suas vidas.


    Isso porque, as meninas, apesar de serem saudáveis, estão unidas pela cabeça. Contudo, apesar de compartilharem o mesmo crânio, elas não dividem o mesmo cérebro. 


    A mãe das meninas teve uma gestação de trigêmeas que nasceram em janeiro deste ano, em um hospital da região, mas a outra irmã nasceu separada. Os pais, Siti Nuryaningsih e Juarnes Prana Dinata, esperam ansiosamente pela operação que permitirá que as meninas levem uma vida normal. “Os médicos ficaram chocados quando viram que era um trio e duas delas eram xifópagos. Estou contente que os três bebês são saudáveis, mas estou ansioso para a cirurgia de separação”, disse o pai. A mãe ainda acrescentou que apesar de estarem unidas as meninas possuem personalidades completamente diferentes.


    A cirurgia de separação de gêmeos xifópagos, ou siameses, é um procedimento delicado e arriscado, de acordo University of Maryland Medical Center, que exige extrema precisão e cuidado. As taxas de mortalidade para as crianças que são submetidas a esse tipo de separação variam dependendo do tipo de conexão e órgãos que partilham. Por exemplo, quando o caso são gêmeos que possuem o coração unido, não há sobreviventes relatados. Apesar de, ao longo dos anos, e graças as inovações tecnológicas, as taxas de sucesso tenham crescido, esse tipo de cirurgia ainda é raro. 



    É somente após o nascimento que os médicos podem fazer uma ressonância magnética, ultrassom e angiografia para descobrir quais órgão estão envolvidos e, dessa forma, determinar a viabilidade da separação. Após o procedimento, a maioria dos gêmeos precisam de reabilitação intensiva, por causa da malformação e posição de suas colunas. Como os músculos de suas costas estão sendo constantemente flexionados, eles têm dificuldades em inclinar-se para frente e para trás ou sentar-se em linha reta.


    No caso de Nadira e Nadiba, os pais foram aconselhados a esperarem até que os bebês ganhem peso suficiente, cerca de 10 quilos, para que a operação seja executada. Apesar de estarem ansiosos, eles acreditam que entre 6 a 8 meses isso vai acontecer.

    [ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]